Existe risco do paciente com doença celíaca no consultório odontológico?

Existe risco do paciente com doença celíaca no consultório odontológico?

Existe risco do paciente com doença celíaca no consultório odontológico?

Olá sou a Dra. Thais Torres, cirurgiã dentista, colaboradora na odontoarch, venho falar sobre doença celíaca e suas implicações na clínica odontológica …

Definição:

    A doença celíaca é uma reação exagerada do sistema imunológico ao glúten, proteína encontrada em cereais como o trigo, o centeio, a cevada e o malte de origem genética, pode causar diarreia, anemia, perda de peso, osteoporose, câncer e até déficit de crescimento em crianças.

       O corpo de quem tem o problema não possui uma enzima responsável por quebrar o glúten,como a proteína não é processada direito, o sistema imune reage ao acúmulo e ataca a mucosa do intestino delgado. Isso causa lesões e prejudica o funcionamento do órgão.

        A doença celíaca costuma dar os primeiros sinais entre o primeiro e o terceiro ano de vida, período em que muitos dos cereais são introduzidos na dieta das crianças. Mas há casos em que o diagnóstico só acontece na vida adulta, quando o indivíduo já apresenta carências nutricionais graves, pela falta de sintomas específicos.

Sinais e sintomas

– Barriga estufada

-Gases

– Ânsia de vômito

– Diarreia

– Irritabilidade

    A doença celíaca não tem cura, por isso, a dieta deve ser seguida rigorosamente pelo resto da vida.

     Porém, alguns materiais utilizados e medicações a serem prescritas pois podem conter vestígios de glúten e Isso requer atenção na prática odontológica.

     As luvas cirúrgicas, diques de borracha (usados  no tratamento de canal ) e embalagens plásticas de produtos (como anestésicos, pasta profilática) podem conter resquícios de amido de trigo na sua composição.

       Além disso, determinados medicamentos, na forma de comprimidos e cápsulas, também são fonte potencial de contaminação por glúten.

Isso requer atenção e cirurgião-dentista deve optar por:

  1. Uso de luvas sem pó e de preferência sem ser de látex;

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  • Optar por uso de anestésicos (quando necessário) em tubetes de vidro;

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Optar por medicamentos que sejam seguros e livres de glúten em sua composição

Entre as repercussões extra-intestinais da doença celíaca (DC), algumas ocorrem na cavidade oral, com vários sinais e sintomas característicos.

Dentre as possíveis alterações bucais que podem ocorrer, temos:

1. Alterações salivares: ocorre uma diminuição do fluxo salivar e variações nos seus parâmetros bioquímico;

2. Defeitos de desenvolvimento de esmalte:  Alterações orais mais características, sendo as hipomineralizações e as hipoplasias os mais frequentes;

3. Atraso da erupção e má oclusão: A má nutrição causada pela doença, que origina um atraso no crescimento, repercute no desenvolvimento dos ossos da face  (maxila e mandíbula) levando a atraso na erupção e a má oclusão dentária.

4. Estomatite aftosa recorrente: É uma condição benigna na maior parte dos casos, com um caráter recidivante e pode estar associada com outras patologias como a doença celíaca, reduzindo, na maioria dos casos, após ser cessada a ingestão de glúten;

5. Glossite: pode ser assintomática mas às vezes a atrofia das papilas pode dar origem a vermelhidões, dores e uma sensação de ardência, especialmente após o consumo de alimentos bastante codimentados, ácidos ou bebidas alcoólicas. E geralmente desaparece após um mês de dieta sem glúten;

6. Líquen plano oral: Pode acometer esses pacientes, sendo a prevalência maior que em indivíduos sem a doença. Observa-se também melhora da sintomatologia após a implementação de uma dieta sem glúten nestes pacientes.

        Estas condições orais não são suficientes para estabelecer um diagnóstico, contudo podem ser os primeiros sinais de alerta.

O acompanhamento médico e odontológico regular são importantes para pacientes com DC para prevenção de sinais e sintomas.

A prevenção

 

Por ora, não existem maneiras de impedir o aparecimento da doença celíaca. Porém, como a genética está envolvida no processo, o histórico familiar pode ajudar no diagnóstico precoce, o que aumenta as chances de adaptar a dieta e evitar lesões no intestino.

        Gostou dessas dicas?Se você  gostou , comente, compartilhe , reproduza boa informação…um grande abraço , até breve…

Dra. Thais Torres

CRO 3251 odontoarch

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