Quais os principais cuidados que o dentista deve ter, durante o atendimento a pacientes com comprometimento cardiovascular?

Quais os principais cuidados que o dentista deve ter, durante o atendimento a pacientes com comprometimento cardiovascular?

Sou a Dra.Lineia Torres, vamos hoje abordar esse assunto …

    A bacteriemia pode causar infecções metastáticas, incluindo endocardite, especialmente nos pacientes com anormalidades valvares cardíacas.

   A falta de cuidados com a saúde bucal leva ao acúmulo de bactérias, bactérias essas, que podem cair na corrente sanguínea durante um procedimento cirúrgico ou a partir da ferida da gengivite ou periodontite, chegando ao coração e se instalar em uma válvula, gerando a endocardite infecciosa.

     Bacteriemia proveniente de procedimentos odontológicos é potencialmente perigosa nos pacientes com doença cardíaca reumática e naqueles portadores de próteses cardíacas, O aparecimento dos sintomas ocorre uma semana após o atendimento odontológico em 45% dos casos, um mês após em 75% e dez semanas após em 96% deles”.  

      São situações de risco moderado a maioria das cardiopatias congênitas acianóticas, disfunção valvar pela doença reumática, do colágeno, cardiomiopatia hipertrófica e prolapso valvar mitral com regurgitação; as demais são de baixo risco.

    Vejamos alguns protocolos a serem observados no manejo do paciente com comprometimento cardiovascular:

  1. O uso de anestésicos com vasoconstritores como lidocaína 2% com epinefrina é uma opção segura para os pacientes. O número é limitado a dois frascos.
  2. A profilaxia antibiótica deve ser realizada 30-60 min antes dos procedimentos dentários associados a um risco elevado de bacteremia, incluindo procedimentos que envolvem manipulação de tecido gengival, manipulação da região periapical dos dentes e perfuração da mucosa oral.
  3. Para pacientes que recebem heparina de baixo peso molecular (HBPM), a recomendação atual é suspender a terapia 12-24 h antes do tratamento odontológico invasivo.

4-Evitar sessões longas, dolorosas, estresse e liberação de adrenalina endógena 

5-Utilizar, para minimizar o estresse, sedativos pré e trans-operatórios, anestesia local potente e analgesia pós-operatória quando necessário 

6-Evitar, em pacientes com arritmias cardíacas, anestésicos contendo vasoconstritores do grupo das aminas simpatomiméticas (por exemplo, epinefrina, norepinefrina e levonordefrina). Recomenda-se, nestes casos, assim como para pacientes com histórico de infarto do miocárdio, a aplicação de anestésicos com o vasoconstritor felipressina, ou o uso de mepivacaína 3% sem vasoconstritor em procedimentos de curta duração .

7-Pacientes com prolapso da válvula mitral devem ser protegidos por profilaxia antibacteriana.

8-Adiar, em pacientes recentemente infartados, as consultas eletivas até que se completem seis meses após o incidente 

9- Em caso de procedimentos cirúrgicos, se necessário, hemostáticos locais adicionais devem ser utilizados medidas

      Gostou dessas dicas? Se foi útil para você, comente, compartilhe, vamos divulgar informação de valor e confiável…um grande abraço, até breve…

Dra. Lineia Torres
cirurgiã dentista CRO 1379
   Odontoarch


fone 086 3227 1661
86 999977 6892 wz

 http:// www.odontoarch.com.br

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